sábado, 18 de novembro de 2017

Um monte de porcaria pseudo-filosófica que provavelmente quase ninguém vai se dar o trabalho de ler


Madrugada, tempo bom para reflexões existenciais. A maioria das pessoas da minha idade está em festas, enchendo a cara, e cá estou eu com meus botões, escrevendo um monte de porcaria pseudo-filosófica que provavelmente quase ninguém vai se dar o trabalho de ler.
Estamos vivendo um tempo em que as pessoas já não se importam com a responsabilidade afetiva. Uma relação é como um wifi, onde você se conecta e desconecta com a mesma facilidade e rapidez quando encontra um sinal melhor.  Nada é feito pra durar. Bauman fala bastante disso em "Amor Líquido", e cá entre nós, nunca antes eu tinha me identificado tanto com um livro.
Eu estava aqui pensando em quantas pessoas já entraram na minha vida afirmando sentir uma conexão que só é explicável por reencarnação. Pensei também em quantas vezes entreguei meu coração em uma bandeja à essas mesmas pessoas, apenas para vê-las o atirarem ao chão quando encontraram um modelo mais atualizado. Assumo minha responsabilidade nessa situação: fui ingênua demais. E como sou 8 ou 80, recolhi o que sobrou do meu coração apodrecido e guardei pra mim mesma.
"Tá, e qual é sua conclusão?" Não faço a menor ideia. Acho que só escrevo porque ainda lembro, e quando lembro, ainda dói, e quando dói, escrevo um monte de porcaria pseudo-filosófica que provavelmente quase ninguém vai se dar o trabalho de ler.

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